Mais leve agora, carrego o fardo. Velho hábito. Não dar ‘boas tardes’ aos bastardos.
Talvez eu caia assim, mal interpretado. Grifado e perfumado.
Senta-te ao meu lado se te quiseres sentir fresco.
Desde o meu sétimo que eu escrevo, merdas sem relevo. Material galego.
Não tens acesso, és borrego.
Limita-te a arrancar e a guardar como um trevo.
Nunca traz fartura, só dor e loucura. Jura?
Não sou player mas sou doce tipo lampreia. De ovos. Fresh. Como se tivessem a cair flocos. De neve.
Nunca dou tudo, eu só vos mostro de leve.
D’uva D’uva. Fado cantado à chuva.
Quanta ironia precisas que eu meta nisto?
Não fiques triste. Lambe o dedo, isto é um petisco.
Malvadas marés, fizerem de mim um má rés, um jovem cheio de acidez.
Fui mal alado, como um puto num orfanto.
Agora tenho tacto, consigo ver o teu teatro.
Fixei-me. Lixei-me. Mas no final ficaram a saber o meu name.
D’uva D’uva. Fado cantado à chuva.
Ela pensava que eu tinha acesso aos envelopes.
Só fiz porque estava com os copos.
Limitei-me a mandar vir escalopes de todos os molhos.
Apanha game.
Mas tu vais-me ver mantido. Tudo bem contigo?
Pouco interventivo. Confio no meu umbigo.
Essa coragem vem toda do Don Simon? A minha poesia estrangula como uma piton.
O jogo pede elevado jogo de cintura.
Nunca ignores a minha performance maciça. Tu és banhada.
Lance Amstrong. Risada.
Afinal não tens pedalada.
Desde já obrigada, por me abrirem a porta da jaula.
Só entrei na palhaçada porque não sei fazer mais nada.
Não perco a cabeça, eu espero que amanheça.
Volto a fluir como os canais de Veneza.
Minha querida mãe, perdoa a minha avareza.
Não espero reconhecimento. Deitar faminto, deitar sedento.
Ficar na chuva ou ir com o vento.
Eu não cimento o meu espaço com fermento. Álcool no ferimento.
Eu é que sei o que é que se passa cá dentro.
Eu sei… Ainda apertas o Teddy Bear. Enquanto eu cá estiver, vou-te apontar o canivete.
Põe-te quieto. O teu destino é o dum insecto.
Interesseiras intercepto, e morre o projeto. Se for preciso até aviso em canal aberto.
Não os quero por perto.
Acena que eu estou longe.
Não procures, estou na refunga como um monge.
Só saio daqui quando tiver uma estátua de bronze.
Diz à Mafalda que eu não me chamo Afonso.
São as regras do jogo que eu não sei jogar.
Eu viro a página quando não interessa. Vivo rápido mas vivo sem pressa.
Eu pergunto: Neste jogo queres ser último ou primeiro?
És tu quem joga limpo, eu sei que sou batoteiro.
Quer-me oferecer uma fatia mas eu quero o bolo inteiro.
Se pensa que não me vê mais, acertou em cheio.
É deveras dramático, como um enfarte na consoada.
Nós nunca tivemos nivelados. Uma pressão destas e perdes as faculdades.
Não chamo advogados. Jogo, a rima está jogada.
Tens que ver que isto para mim não custa nada. Não aguentas a castanhada.
Velha pergunta desde o princípio dos dias. Onde é que tu te vias?
Atenta às ombreiras e a um possível babete.
Não tens bolas abandona a raquete. ‘Tá quieto!
Quero o meu profit antes dos andarilhos.
‘Tou a ser humilde. Só quero ter tralhas nestes trilhos.
Velha pergunta desde o princípio dos dias. Onde é que tu te vias?
Suave.
Dizem que eu sou só ‘faço e aconteço’; que eu tenho mais love que aquele que eu mereço.
Se não a mereço ainda digo mais…
Estou cá para discutir o preço. Estou aqui para discutir o preço.
Criar a arte tornou-me na criatura.
Tu não encontras na sessão de leitura.
Maior e vacinado, mas nunca fascinado. Suficiente para querer estar junto e misturado.
Já nem quero essa morte. Quero uma sorte súbita.
Se mereço ou não, a questão fica para outras núpcias.
Agora quero a pauta, notas para a minha música.
É tudo uma questão de tempo, não há nada mais óbvio.
Queria paz e sossego, ninguém para o comboio.
Não venham cá regatear, eu sei que é bom para o negócio.
Não estou cá para fazer por menos. Dou tudo. Penso. Compenso.
Dizem que eu sou só ‘faço e aconteço’; que eu tenho mais love que aquele que eu mereço.
Se não a mereço ainda digo mais…
Estou cá para discutir o preço. Estou aqui para discutir o preço.
Só quero manter a sanidade.
O meu caminho, sigo como um míope sem quem o guia.
Não quero, vão vou dizer mais ‘eu sei que um dia’.
Não houve dia só aumenta a expectativa.
Rotina com sativa fica menos cansativa.
Amor ódio, na lama, no pódio, ‘tá ligado.
Respeito, desprezo, se adormeço, ‘tá ligado.
Sem interesse, por um preço, ‘tá ligado.
Máquina do tempo, só te peço a sanidade
Falsas valsas, danças ou saltas?
Corações d’ouro podem-se tornar sucata.
Ando a entregar recados.
A tua sanidade para mal dos teus pecados
Para lá do cortinado, não deves descortiná-lo.
Para queq pediste labaredas?
Não me venhas com merdas.
Álbum completo:
‘Sempre fui baller.’
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