Época nova, novo negócio. Embora seja um dos clubes mais poderosos do velho continente, a Juventus continua a surpreender pela forma como se mexe no mercado, numa abordagem assente ao ataque a jogadores em final de contrato.

Apesar de ter em Cristiano Ronaldo uma antítese para os negócios a custo zero – o português custou mais de 100 milhões de euros – a Vecchia Signora mantém uma ‘tradição’ iniciada em 2009, ao fechar nomes sonantes do futebol europeu sem pagar qualquer verba aos clubes. (Os jogadores, esses, recebem um prémio de assinatura ajustado.)

A primeira experiência aconteceu no verão de 2009, no ano em que ‘roubaram’ Fabio Cannavaro ao Real Madrid. Dois anos depois, Pirlo deixava o AC Milan para aterrar em Turim, assumindo-se como uma das principais figuras do clube nos últimos anos. Se estes dois exemplos podem, em parte, ser explicados pela idade, o caso de Paul Pogba é diferente. O internacional francês deixou o Manchester United a custo zero no verão de 2012, tendo regressado aos ‘Red Devils’ quatro temporadas mais tarde, por 105 milhões de euros.

Em 2013, Llorente deixava o Athletic Bilbau para se mudar para Itália, onde esteve durante três temporadas. No ano seguinte, a Juventus ‘pescou’ no Paris Saint-Germain, onde foi resgatar Kingsley Coman. Foi vendido dois anos mais tarde ao Bayern Munique, por 21 milhões de euros, já depois dos bávaros terem pago uma taxa de sete milhões num primeiro empréstimo, de acordo com o site Transfermarkt.

Sami Khedira foi o nome que se seguiu, no verão de 2015, com Dani Alves a seguir as pisadas do alemão um ano mais tarde. Na última época, a Juventus ganhou o concurso por Emre Can, que alinhava no Liverpool e está avaliado, ao dia de hoje, em 40 milhões de euros (dados do Transfermarkt).

Por fim, já depois de ter apresentado Aaron Ramsey para a próxima temporada – avaliado em 40 milhões de euros – a Juventus anunciou hoje a chegada de Rabiot a Turim, para formalizar o negócio. O médio francês, em final de contrato com o PSG, está avaliado em 35 milhões de euros.

São 10 ‘pechinchas’ em 10 anos para a Juventus, que procura ainda o regresso às conquistas europeias. (Falta um final melhor. E mais uns pormenores).

Artigo publicado originalmente em Bancada.pt

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