A ‘investigadora contadora de histórias’ Brené Brown disse, certa altura, que uma história mais não era que “dados com soul“, que o autor misturava as informações com um toque de soul, que parafraseando 9th Wonder, “é o universo”.

Mark Farina não conta histórias com soul – ou melhor, só com soul. Quando pensamos em cogumelos, provavelmente termos como magia ou alucinações são associações instantâneas. A essa magia, adicionamos o jazz, funk & groove de Mark Farina e o resultado, num bolo, é a saga Mushroom Jazz do norte-americano.

Iniciado em 1992 num formato de mixtape, quando Farina era Dj residente em São Francisco, a série é uma combinação artística de elementos musicais como downtempo, hip-hop, jazz, R&B e até melodias tipicamente francesas ou latinas.

Em resultado, Mark Farina criou uma experiência musical inovadora que viria a fixar-se como o maior holofote de São Francisco, tendo lançado oito volumes nos últimos anos.

É redutor, no entanto, prender Farina à icónica figura da música eletrónica e ‘groovalicious’ de Mushroom Jazz, já que Mark é também um músico conceituado, agora em Chicago, pelas suas misturas de deep house.

Seja qual for a forma como a melodia é oferecida, é certo que quando Mark Farina assume os discos, o seu estilo único e inconfundível irá cativar qualquer amante de música pelo mundo fora.
Como fez, aliás, nos últimos 20 anos.

Em baixo, o Mushroom Jazz 7, lançado em 2010.

 “Criei a cena Mushroom Jazz para que algumas pessoas pudessem dançar, enquanto outras estavam apenas trippin, sentados num sofá. O Mushroom Jazz encontrou este nicho na cultura rave”, disse o próprio, numa entrevista à Vice, em 2016.

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