Sou uma espécie de indivíduo com um défice de interacção num péssimo lugar que eu dividi.
O meu Princípio conduzi-o, não fiz pausas nem corridas.
Eu não andei adormecido, só estive a acordar para a vida.
O meu odor é claustrofóbico, e o meu teor já não tem tópicos.
Estou sozinho a tratar do meu piso, quantos não pagam o meu riso.
Estou só a contar os trocos.
Desliguem os holofotes que eu também quero dormir.
Lá fora o que não deste, vês como uns dão, na combustão que a rotina faz, mas nela vês como uns estão.
Parto a cavilha a meio e medito, fico à deriva à medida que eu vejo tropas trocarem o euro por libra.
De repente não há remendo que a distância suporte. Ou te dás com quem te rodeia ou tornas-te um redor.
Eu estou indoor, mesmo que a ida regresse ao mesmo:
Passar do centro das atenções ao Centro de Emprego.
É que também prestei serviço à espera que a Luci visse eu a agarrar numa medalha mas tanta tralha fez-me ser vice.
É a gravidade do não, ter um vazão no vazio e “Doze Nós numa Corda” p´ra ficar por um fio.
Não há o meu quando sem como, não fiz primeiro o meu cume sem ter primeiro pensado nisso um segundo.
Não me exijam competências e rumos ou mais assuntos, mais inúmeras coisas que ficam coisas com números.
Eu resisto ao que me acorda
Se isto é só uma prova
Eu corro o risco e não deixo o meu sítio
Eu fiz do sono a minha cova para assumir a minha obra
Descanso em paz se ficar onde eu fico
Não há uma escrita que me dê essa coerência que medeia e muda o plano que se vê para um adulto que planeia.
Pior que duro é durar numa canseira sem freio pensar na sorte em sorteios para não pensar.
“Dum spiro spero” não te alicia se não andasses mais a viver a esperança média de vida,
a retina viu um sofá para quem a preguiça é óbvia, eu vi-te com a fé ferida a perder a fome em paróquias.
Há um silêncio que me engasga, nos separa me supera e me rasga e me força a força para uma lástima.
Mãe, viste uma fórmula e não matéria
achavas que encher a pança com filhos tira a barriga de misérias?
Actos fazem-nos vê-los, brigas são novelos na casa onde a culpa grita os ouvidos têm paredes.
Está dito e ponto mas noto que é um ponto e meio eu nem sei se estou meio pronto para partir uma ponte a meio.
Enquanto a mão coça a barba e eu rodo o pé dum copo, há uma incerteza que eu sacudo para onde eu não olho.
Agora remóis num relógio por quem se ausenta, as portas que o tempo bate perderam as maçanetas.
Ficar só não é esforço, mas necessário a muitos ajudo mais solitário do que solidário.
Vi-me passar de honesto a modesto e a aprender “outros modos”.
Bro, eu já tive opções, agora vivo hipóteses.
Eu sinto um auge que paralisa eu estou no caos da “Anomalisa” com as pernas frias sentadas nos degraus
E depois?
Passei bocados aos montes que não se juntam.
E então?
São resultados de encontros que não resultam.
É que eu sei, pessoas já são muitas que vêem as nossas montras, dançam nos nossos bares, fumam nas nossas ruas.
A nossa história podia ser como nos filmes, mas foram tantos os filmes por saber de histórias tuas.
Eu resisto ao que me acorda
Se isto é só uma prova
Eu corro o risco e não deixo o meu sítio
Eu fiz do sono a minha cova para assumir a minha obra
Descanso em paz se ficar onde eu fico.
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