A viver uma nova fase da carreira, depois de deixar o Manchester United, Romelu Lukaku teve um impacto imediato em Itália. Em duas jornadas, o avançado belga leva já dois golos com a camisola do Inter, o último dos quais a dar os três pontos à equipa de Conte na deslocação deste domingo a Cagliari.
Estavam decorridos 72 minutos quando Lukaku se preparava para bater a grande penalidade que viria a dar a vitória aos ‘nerazzurri’, olhos nos olhos com os adeptos da casa que, como vem sendo hábito na ‘Arena Sardegna’, entoavam cânticos racistas.
Moise Kean, Blaise Matuidi e Sulley Muntari foram outros ‘alvos’ da claque do Cagliari.
A Federação Italiana de Futebol não puniu o clube, na época passada, por acreditar que os cânticos têm “relevância e percepção limitada”. Lukaku percebeu-os e reagiu esta segunda-feira, nas redes sociais.
“Muitos jogadores têm sofrido abuso racial no último mês. Eu sofri-o ontem [domingo]. O futebol é um desporto para ser apreciado por todos e não deveria tolerar qualquer tipo de discriminação que envergonha este desporto. Espero que as federações de todo o mundo reajam em força em todos estes casos”, começou por escrever o belga.
“As redes sociais precisam de trabalhar com os clubes já que vimos, todos os dias, pelo menos um comentário racista numa publicação de uma pessoa de cor. Temos assistido a isso durante anos e continuamos sem agir. Senhoras e senhores, estamos em 2019 e em vez de andarmos em frente estamos a recuar. Enquanto jogador, penso que precisamos de nos unir e agir para que este desporto continue limpo e apreciado por todos”, acrescentou.
Entretanto, os responsáveis do Cagliari consideraram as ações como “vergonhosas” e levadas a cabo por “ignorantes”.
“Estamos completamente solidários com o Romelu Lukaku e ainda mais comprometidos em apagar uma das maiores pragas que afeta o futebol e todo o mundo em geral. O Cagliari pede ajuda para vencer esta batalha que nos toca a todos”, rematam.
Artigo originalmente publicado em Bancada.pt
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