A dificuldade em escrever sobre Messi começa pelo título. Há todo um conjunto de lugares-comuns que são frequentemente utilizados na tentativa de descrever o que o argentino faz no relvado. Da magia à genialidade, a classe acompanha-o a cada metro quadrado que percorre. Para esta época em que vivemos, tão sujeita ao julgamento da opinião, optei simplesmente pelo seu nome próprio. Curto, claro e mais do que suficiente. Bem mais do que suficiente, aliás.
Escrevo este artigo curvado, como que numa vénia constante a mais uma exibição que poderia ser descrita no meio de todos esses lugares-comuns. A verdade é que escrevo-o apenas hoje, quando o poderia fazer dez ou vinte vezes por época, tais são as ocasiões em que o argentino se coloca debaixo dos holofotes. Talvez hoje tenha sido diferente. Talvez a ovação que recebeu por parte dos 60 mil adeptos que pintavam o Benito Villamarín me tenha tocado a mim também.
Dei por mim a pensar o que será do futebol quando Messi se retirar. Dramatizei, como qualquer adepto romântico do futebol – ou adepto do futebol romântico – e decidi vir eternizá-lo ainda mais, para mim, com estas poucas mas sentidas palavras. À imagem do título, basta apenas um nome para mil e uma imagens se reproduzirem automaticamente na mente de quem viveu este fenómeno de perto.
É-me indiferente que ele seja o melhor ou quinto melhor jogador do mundo. Ele é futebol. Curto, claro e mais do que suficiente, como este título.
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